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Lembra-se do Noah? Saiba o que aconteceu ao menino que esteve desaparecido durante 36 horas há um ano

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Foi a 17 de junho de 2021 que o país ficou em suspenso com o desaparecimento de um menino de dois anos, em Idanha-a-Nova.

36 horas depois dos pais terem notado a ausência do bebé, o pequeno Noah foi encontrado com vida e bem de saúde. Estava a salvo o menino-milagre, numa história que apaixonou o país.

Um ano depois, continua muito por esclarecer, mas a revista Flash recorda o caso, numa atualização sobre a vida desta família. Os pais, o uruguaio Leandro Fans e Rita Caupers de Bragança, tinham deixado a vida agitada da cidade, ele como chef de cozinha, ela produtora, para viverem uma vida no campo, mas saudável e sustentável.

No entanto, a vida trocou-lhes as voltas e este mediatismo todo até os obrigou a tornar as suas redes sociais privadas, para retomarem a vida mais calma que tinham, antes do desaparecimento de Noah.

Entretanto, a Polícia Judiciária já arquivou o caso, após concluírem que tudo se tratou de um acidente e que não teve qualquer mão de adulto neste desaparecimento. Não houve, por isso, crime, mas também não houve negligência dos pais.

A PJ fez essa conclusão, a partir da investigação realizada, das pistas seguidas e das revelações de Noah. Aos especialistas, o menino confirmou “que se despiu, que se descalçou, que fez xixi na fralda, que a despiu, que bebeu água da ribeira e que brincou na lama, teve muito frio”, durante a noite.

O menino também tinha poucas marcas físicas, apesar de ter estado tanto tempo perdido, e estava apenas desidratado. “Perguntaram se ele tinha ouvido as pessoas a chamarem-no, mas ele respondeu que não viu nada, nem viu ninguém. Explicou que ouviu apenas uma pessoa e foi ao encontro dela [indicando um dos membros do casal que o encontrou]”, pode ler-se no relatório da PJ, o que afastou qualquer possibilidade de envolvência de terceiros.

A boa relação com a família também foi evidente. O menino contou que, na noite anterior, ele estava com medo por causa da trovoada e que o pai lhe tinha lido “sete histórias para adormecer”. Ainda por causa do mau tempo, a mãe tinha dormido no beliche com ele, para ele não ter medo.

Um ano depois, a vida na aldeia de Proença-a-Velha, Idanha-a-Nova, já voltou ao normal. A família de Noah continua a dedicar-se à sua agricultura de subsistência, mas estão a planear abrir um restaurante na aldeia beirã, também numa tentativa de combater a desertificação do local. Na vizinhança, muitos estrangeiros, que podem ajudar ao sucesso do restaurante.

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