Dois dos quatro mortos da explosão deste sábado em Paris são bombeiros, confirmou o ministro do interior francês. As autoridades descartam a hipótese de atentado e apontam para fuga de gás que abalou
Uma forte explosão aconteceu este sábado de manhã numa padaria no 9.º bairro de Paris, capital de França, ferindo várias pessoas e destruindo montras nas redondezas, segundo a polícia e jornalistas da agência France-Presse presentes no local. Ministro do Interior francês garante que situação está controlada, mas que o “balanço é pesado”. O último balanço aponta para 4 mortos e pelo menos 36 feridos, segundo a Associated Press.
As primeiras informações indicavam que o que se passou foi um incêndio seguido de uma forte explosão. As autoridades investigam uma fuga de gás como a principal pista para explicar o sinistro. Entre os 36 feridos, 12 estarão em estado crítico — cinco deles correm risco de vida — e 24 são feridos ligeiros. A polícia, para já, aponta para nove feridos graves.
Christophe Castaner, ministro do Interior, já esteve no local do sinistro e adiantou que foram enviados para o 9.º bairro parisiense 200 bombeiros e 100 policias. “A situação está agora sob controlo. O balanço parece pesado. Estamos a acompanhar as vítimas. Todos os nossos serviços de atendimento estão mobilizados”, afirmou o governante.
Segundo várias fontes, os bombeiros já estavam no local a combater as chamas quando ocorreu a explosão, pelo que haverá dois bombeiros entre os feridos graves.
As primeiras informações indicam que o que se passou, cerca das 09h00 da manhã em Paris (08:00 em Lisboa), foi um incêndio seguido de uma forte explosão. As autoridades investigam uma fuga de gás na Rue de Trévise como a principal pista para explicar o sinistro.
Fonte oficial da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas disse à Lusa que o Consulado de Paris está a monitorizar a situação e não há, até ao momento, informação de portugueses entre as vítimas.
A explosão aconteceu ao início de mais um dia de protestos em Paris do chamado movimento dos ‘coletes amarelos’, que se teme possa degenerar em distúrbios. Em toda a França estão mobilizados cerca de 80 mil polícias e agentes dos serviços de segurança.
Este é o nono sábado de mobilização contra o aumento dos combustíveis, por uma taxação mais justa e contra a queda do poder de compra. A emblemática torre Eiffel estará fechada, tal como uma dezena de museus em Paris, para prevenir qualquer impacto de uma possível manifestação marcada pela violência.
FONTE: OBSERVADOR





